Ubiratã Oliveira, do mesmo partido de Ronsoni, condenou atitude do colega e se solidarizou com Manu

Politica
17/11/2020 11:56

A vereadora Manu da Costa denunciou que foi intimidada pelo vereador Rafael Ronsoni, antes do início da sessão ordinária da Câmara Municipal de Gramado, desta segunda-feira, dia 16. A sessão chegou a ser iniciada, com a execução do hino nacional, mas foi suspensa logo em seguida, a pedido do vereador Ubiratã Oliveira, até que os ânimos se acalmassem. A discussão aconteceu um dia após a vitória de Nestor Tissot e Luia Barbacovi nas eleições.

Segundo Manu, desde que chegou na Câmara, do corredor, Ronsoni começou a provocá-la e a intimidá-la. "Eu cheguei quieta. Ele ficou me provocando, intimidando, falando alto e foi para o Plenário. Eu também me dirigi para minha cadeira, mas Ronsoni continuou falando alto, me provocando. Eu sentei quieta e ele começou a gritar com provocações para mim. Ele não falou meu nome, mas era para mim. Ele ficava olhando para mim. Eu pedi para que parasse com aquilo, mas o vereador não parou de falar até começar o hino. Nesse ponto eu já estava muito nervosa e levantei e fui para meu gabinete me acalmar", relatou Manu.

A vereadora continuou seu relato, afirmando que pediu providências para a presidente da Casa, Rosi Ecker Schmitt, mas nenhuma atitude foi tomada. "A presidente só pedia para o Ronsoni parar e ele não parava de me ofender, provocar e intimidar. Foi uma falta de respeito. Um absurdo. Parecia que o Ronsoni queria me avançar. O assessor dele ficava me olhando com intimidação. Eu estava sozinha. Acho engraçado que ele não fez isso com os vereadores homens. Foi terrível. Eu não tinha falado uma palavra e um vereador fazer isso? Coisa mais triste", finalizou Manu.

O vereador Rafael Ronsoni declarou que só comentou em voz alta sobre a a vitória do seu partido nas eleições. "Eu disse que vamos mostrar quem é ficha limpa, porém sem citar nomes. Foi isso que irritou ela. Eu que exijo respeito e tomarei as medidas cabíveis. As pessoas servem o chapéu como querem, prove, justiça sim foi feita nas eleições”, disparou Ronsoni, acrescentando que irá ingressar com uma queixa contra Manu da Costa no Conselho de Ética do Legislativo.

O vereador Everton Michaelsen confirmou a intimidação sofrida pela vereadora Manu. "Ronsoni começou a levantar a voz e a parabenizar o Luia pela vitória, falando que ele que é ficha limpa, que tirou férias para fazer a campanha, diferente dos outros, se referindo ao Evandro Moschem, que não saiu de férias. Então a Manu pediu respeito. Sabemos que o Ronsoni é de intimidar as pessoas. A Manu pediu para a presidente Rosi tomar providências, mas nada foi feito. A Manu foi para a sala dela chorando. Eu e o vereador Ubiratã Oliveira fomos para o gabinete da Manu para acalmar ela. O que o Ronsoni falou não foi relevante, mas foi a forma de falar. Ele intimidou e constrangeu ela. Foi assédio moral o que ele fez. A presidente, no mínimo, tem que chamar a atenção dele. E isso não foi feito. A Mesa Diretora teria obrigação de chamar o vereador pela abordagem, mas não fez nada", frisou Michaelsen.

O vereador Ubiratã Oliveira, do mesmo partido de Ronsoni, declarou que não concorda com a atitude do colega. "Cheguei atrasado na sessão e o fato já tinha acontecido. Vi a Manu chorando. A presidente Rosi deu início à sessão e começou o hino nacional. Então pedi para suspender a sessão para a Manu não levar falta, pois ela estava fora do Plenário. Fui no gabinete dela e ela estava muito nervosa. Não sei se foi deboche ou ofensa da parte do Ronsoni. Não gosto disso. Precisamos ter maturidade. Isso não faz bem. Falei para a Manu não se agarrar em coisas ruins, mas sim em coisas boas. Ela foi para a sessão e conseguimos dar continuidade. Mas no início foi muito ruim", salientou Ubiratã.