Politica
22/11/2021 14:35

O presidente do Sindtur,  Mauro Salles, declarou que a entidade é contra a taxa ambiental de cobrança para veículos. Segundo ele, o sindicato já vem discutindo alternativas para a Taxa de Turismo Sustentável (TTS), cobrada atualmente nos hotéis.

"Nós divergimos dessa intenção de se criar uma nova taxa para os veículos,  substituindo a TTS. Divergimos da forma que essa cobrança pretende ser feita. Não somos contra a preservação do meio-ambiente,  mas o turista já contrubui muito em Gramado, pagando impostos, consumindo no município,  gerando emprego e renda. É dever do município investir no meio-ambiente,  mas o prefeito tem conseguido vários recursos em Brasília, que podem ser usados nesta área. Existe o IPTU verde que pode ser implantado, que pode reduzir o impacto ambiental. O orçamento da Prefeitura para 2022 aumentará em 20% em relação a este ano. Isso mostra que o turista está vindo e contribuindo para aumentar a arrecadação de Gramado. Ninguém aguenta mais pagar impostos. O turista não pode ser sobrecarregado dessa forma. Existem outras formas que podem ser viabilizadas para reduzir o impqcto ambiental", salientou Mauro Salles.

O presidente da Câmara,  vereador Professor Daniel, reforçou o posicionamento do Sindtur, afirmando ser contra a taxa. "Aqui não é Bombinhas e nem Fernando de Noronha. Não podemos comparar Gramado com esses locais, que são uma ilha e um balneário. Aqui temos várias entradas e saídas da cidade. Com essa taxa não vamos resolver todos os problemas. Precisamos de projetos que demonstrem como resolver. É uma cobrança indevida. Mais um imposto para a cidade. Ampla maioria da comunidade é contra e o turista também está se sentindo lesado. Peço que o prefeito retire esse projeto da Câmara", afirmou Daniel. 

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) também se manifestou contra o projeto. "Temos uma taxação absurda no País. Criamos Gramado com a marca do bem receber. Temos grandes redes de hotéis e restaurantes que estão vindo para a cidade. Mas a repercussão negativa que esse projeto criou não justifica essa cobrança. O prejuízo da nossa imagem pode levar anos para ser restaurado. Não podemos nos comparar a Bombinha e Fernando de Noronha. Temos recebido muitas reclamações. Não é correto taxar aquele turista que nos sustenta e afastá-lo do município", pontuou Marcelo Broilo, membro da diretoria do CDL.