Policia
19/05/2022 13:28

O secretário de Meio Ambiente de Canela, Jackson Müller, foi preso na manhã desta quinta-feira,  dia 20, preventivamente. A Polícia Civil deflagrou a 8ª fase da Operação Caritas, que investiga corrupção em parte do poder público da cidade.

Jackson Müller e outras pessoas são investigados por denúncias de que empresas pertencentes ou ligadas a servidores públicos (CCs) do alto escalão da Pasta e seus sócios seriam indicadas a munícipes e empresários da cidade que buscavam licenciar grandes empreendimentos em Canela. Uma dessas empresas seria a Ambiética, de propriedade de Jackson Muller.

Caso o munícipe ou empresário não contratasse a empresa ligada aos servidores, era chantageado, tendo inviabilizada ou postergada a possibilidade de obtenção da licença ambiental pretendida. Ainda, estão sob suspeitas contratos firmados pela Prefeitura Municipal de Canela com empresas ligadas aos servidores, com dispensa de licitação (inexigibilidade), na Secretaria do Meio Ambiente.

Contratos que somam até 8 milhões de reais estão sob investigação e suspeita, incluindo-se mais de 7.3 milhões de reais em contratos públicos somente nos últimos meses. A Polícia Civil informa que 27 pessoas são alvo das medidas cumpridas no dia de hoje, sendo 18 pessoas físicas e 9 pessoas jurídicas, mas são mais de 30 os investigados somente neste inquérito policial.

O delegado de Canela, Vladimir Medeiros,  afirmou que existem provas cabais que ligam as empresas que eram indicadas aos empresários, pelo grupo de servidores da Secretaria de Meio-Ambiente, comandado pelo secretário Jackson Müller. "Essas empresas eram indicadas pelo grupo e contratadas pelos empresários, para fazer os licenciamentos ambientais. Temos provas concretas dessas ligações", disse o delegado.

Ele entende que os empresários que contrataram tais empresas foram vítimas, pois se não o fizessem, tinham suas licenças dificultadas ou atrasadas. "Muitos desses empresários estão no inquérito como testemunhas ou como vítimas ", frisou Vladimir. 

Em grande operação policial, foram cumpridas simultaneamente 180 medidas judiciais, incluindo-se prisão preventiva do Secretário de Meio Ambiente de Canela,1 2 afastamentos cautelares de servidores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Canela pelo prazo de 120 dias e sem remuneração, 4 afastamentos cautelares de servidores públicos por 60 dias sem remuneração, 40 mandados de busca e apreensão, 111 quebras de sigilo, 7 apreensão de veículos e uma restrição de venda a imóvel.

A operação policial integra a Operação Caritas, da Polícia Civil de Canela, que se concentra nesta 8ª fase em apurar crimes ocorridos no âmbito da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Canela.