Policia
16/10/2020 09:54


A Polícia Civil, dando continuidade às ações desenvolvidas no curso da Operação Xeque-Mate, realizou operação policial no interior do Presídio Estadual de Canela nesta sexta-feira (16), cumprindo mandados de busca e apreensão junto a celas do estabelecimento prisional. 

A ação teve o objetivo de desarticular as lideranças da organização criminosa que se encontram presas e, de dentro do estabelecimento prisional, comandavam as ações de tráfico de drogas, homicídios, roubos e outros crimes em Canela. 

O Delegado Vladimir Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Canela e responsável pela operação policial, informou que se trata de continuidade das ações realizadas na cidade na última quarta-feira (14), sendo cumpridas buscas em conjunto com o Grupo de Ações Especiais da SUSEPE (GAES). 

A autoridade policial informou que as buscas foram realizadas nas celas onde se encontram presos os líderes do grupo criminoso investigado. "A Polícia Civil de Canela não vai tolerar que sejam comandados homicídios de dentro do presídio ou que sejam trazidos criminosos de fora da cidade e, se for preciso, vamos voltar a cumprir buscas no interior do estabelecimento prisional em busca de materialidade e elementos para responsabilizar as lideranças da organização criminosa", destacou o Delegado Vladimir. 

Na ação, foram apreendidos drogas, 24 celulares, cerca de R$ 2.500,00 em dinheiro, documentos de anotação do tráfico de drogas, balanças de precisão, facas artesanais e diversos outros objetos, tendo participado cerca de 30 policiais civis e agentes penitenciários.

A ação é nova fase da Operação Xeque-Mate, da Polícia Civil de Canela, que investiga cerca de 30 traficantes na cidade, sendo que treze investigados já foram presos. "A investigação policial segue em relação aos outros 17 membros da facção", destacou o Delegado Vladimir Medeiros, que pretende formalizar provas para a prisão dos demais investigados. "Ou param ou são presos", finalizou a autoridade policial. 

A Polícia Civil de Canela informou que os membros do grupo são investigados por tráfico de drogas, com aumento de pena pela venda no interior do presídio, e por integrarem organização criminosa, com pena aumentada por emprego de arma de fogo, podendo as penas previstas para a maioria dos membros do grupo chegar a cerca de 40 anos de reclusão.