Geral
26/03/2020 14:48

O Sindicato dos Lojistas da Região das Hortênsias, entidade representativa de mais de duas mil empresas reunidas nas cidades de Gramado, Canela, São Francisco de Paula, Cambará do Sul, Jaquirana, Picada Café e Nova Petrópolis, defende retorno gradativo das atividades econômicas reforçando ações de prevenção ao Coronavírus.

O presidente da entidade, Guido Thiele, disse que entende a gravidade do momento em que vive o mundo quanto à pandemia do Coronavírus (Covid-19) é que a instituição vem acompanhando e seguindo orientações da Organização Mundial de Saúde – OMS e os Decretos vigentes de cada município representado, que é o de manter as portas fechadas, como forma de isolamento e mitigar a disseminação do vírus. 

A entidade entende que saúde deve estar em primeiro lugar, deve ser o foco principal. Mas também não pode esquecer dos impactos da recessão econômica que já chegou em nossas portas. O que se ouve: Saúde em primeiro lugar, depois preocupemo-nos com a economia”, como se um não fosse ligado ao outro. Outros fazem a pergunta: “é preferível salvar vidas ou negócios?”. O Sindilojas Hortênsias acredita que a palavra do momento seja flexibilização. Não é necessário escolher entre vidas e negócios. Acreditamos que é possível trabalhar as duas frentes, achando soluções e medidas que achatem a curva da proliferação da doença, mas que também façam a economia girar“, frisou Guido Thiele.

Ele acrescentou que o Sindilojas tem ciência que o sistema de saúde brasileiro não comportará a demanda se uma grande quantidade de pessoas precisarem de sua estrutura. “Por isso, pensamos que para tomar qualquer atitude, ela deva ser bem pensada. E o que pensamos: Acreditamos que será possível uma flexibilização nos próximos dias, inclusive, isso vem ao encontro da fala do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que comentou em entrevista no dia 25 de março de 2020, que “a saúde não é uma ilha”. Ele enfatizou que saúde é o foco e sempre será, completando ainda que o isolamento é necessário, mas que tudo deve ser pensado em conjunto. Ele cita a primeira onda que é o vírus e a segunda onda que é a recessão econômica. Sentimos que ele realmente está trabalhando pela saúde, mas sensibilizado com a causa econômica”, pontuou Thiele.

O Sindilojas Hortênsias defende o isolamento vertical e o retorno gradativo de todas as atividades econômicas (não só comércio), visto que nossa região é turística e depende desta movimentação, seguindo sempre as orientações dos órgãos de saúde. Quanto ao varejo, a entidade deixa a critério de cada estabelecimento a abertura ou não de seus negócios.

Este retorno se dá através do isolamento de idosos e grupos de risco, cumprimento das orientações de cuidados individuais, teletrabalho dos grupos de risco, o distanciamento entre pessoas, ou seja, evitar aglomerações, fornecer álcool gel na entrada dos estabelecimentos, alterar o horário de início e término de expediente para evitar lotação no transporte público, firmando protocolos de contingência, ou seja, que voltem a operar com 50% de pessoal nas suas atividades a partir do dia 1º de abril, e retomando a 100% em 6 de abril quando o isolamento horizontal já terá cumprido 16 dias”, ressaltou Guido Thiele.

Uma sugestão para autoridades públicas municipais seria a criação de uma campanha de arrecadação de verbas para fortalecimento da infraestrutura de saúde de cada cidade. Se cada munícipe fizer sua parte, colaborar com aquilo que pode, teremos uma boa reserva para aplicar em saúde, caso a cidade venha a passar por uma demanda maior do que esperada. 

É preciso cuidar da saúde em primeiro lugar, mas também é necessário flexibilizar, para evitar uma recessão econômica que mudará o cenário mundial. É salutar que estas duas frentes andem juntas”, finalizou o presidente do Sindilojas Hortênsias.